Wednesday, August 25, 2010

O Mundo está lá fora?


O mundo está lá fora,
O mundo era uma árvore do lado de fora da janela;
A Lua é igualzinha ao mundo, um espelho da Terra

Eu vi o mundo pelos olhos de um cão,
que se fecharam ao tocar o mundo
Virou a espera interminável
de um dia que nunca veio

Eu vi o mundo no som da canção
Que sons tem o mundo?
Tem o arranhar dos galhos na janela
O tilintar dos vidros na cozinha
E vi que o mundo tremia em algum lugar
Que não era o meu
E que morria um mundo que havia além do mundo

Eu vi um mundo sem espelho;
E recebi mensagens do espelho do mundo

Vi o mundo que nascia;
E ia... ia....
Gira... gira... mundo
Nas voltas da motoca no salão vazio

Sobe e desce e volta o mundo
No range, range do balanço
No mastigar das primeiras palavras
No tesouro escondido na caverna da escada
Onde se esconde o mundo?

Thursday, June 24, 2010

Human Nature Michael Jackson Composição: Steve Porcaro / John Bettis


Looking out across the night-time
The city winks a sleepless eye
Hear her voice shake my window
Sweet seducing sighs

Get me out into the night-time
Four walls won't hold me tonight
If this town is just an apple
Then let me take a bite

If they say: Why, why?
Tell 'em that it's human nature
Why, why does he do me that way?

If they say: Why, why?
Tell 'em that it's human nature
Why, why does he do me that way?

Reaching out to touch a stranger
Electric eyes are everywhere
See that girl, she knows I'm watching
She likes the way I stare

If they say: Why, why?
Tell 'em that it's human nature
Why, why does he do me that way?

If they say: Why, why?
Tell 'em that it's human nature
Why, why does he do me that way?

I like living this way
I like loving this way

Looking out across the morning
Where the city's heart begins to beat
Reaching out, I touch her shoulder
I'm dreaming of the street

If they say: Why, why?
Tell 'em that it's human nature
Why, why does he do me that way?

If they say: Why, why?
Oh! Tell 'em...
Why, why does he do me that way?

If they say: Why, why?
Cha, cha, cha
Why, why does he do me that way?

If they say: Why, why?
Oh! Tell 'em?
Why, why does he do me that way?

If they say: Why, why?
Oh! Tell 'em?
Why, why does he do me that way?

If they say: Why, why?
Da, da, da
Why, why does he do me that way?

I like living this way

Sunday, June 20, 2010

Distante


A distancia criou um lugar para nós dois
o espaço que nos separa é nosso lar e território
é o lugar das nossas saudades, do nosso afeto lembrado nas coisas que estão
é o lugar do nosso amor.

A distância que nos separa gerou um elo impossível de ser visto de perto.
O amor parece não enxergar bem de perto.
Eu não me sinto em casa nem aqui nem ai.
Meu lar se faz no lugar entre nós.
É lá que existimos numa bolha do presente.
É lá que podemos existir no agora.

Lá é o nosso aqui.
E parece que a esperança é mesmo esperar.
Mas eu não espero.
Eu estou.
E estamos.
E somos.
No nosso lugar.
Lugar que a distância criou para a existência de nós dois.

Tuesday, May 18, 2010

SOBRE AS PEDRAS QUE AMÉLIA TOLEDO PÔS NO MEU CAMINHO


Visitei a exposição com obras de Amélia Toledo em 2007 no MAC (Museu de Arte Contemporânea do Centro Dragão do Mar). Estava passando por um processo de transformação pessoal no período, saindo de um momento particularmente doloroso emocionalmente quando visitei essa exposição. Cito essas questões pois acredito que parte de minha visualização das obras nasceu deste contexto particular.
Fui várias vezes a exposição, por quê, a meu ver, Amélia havia criado para mim um espaço para pensar. Eu não ia a exposição ver a obra, eu ia a exposição estar na obra.
Ao chegar,primeiramente eu cumprimentava as grandes pedras de quartzo com um abraço. Em seguida, deitava minha cabeça nos frios travesseiros de pedra, onde eu podia ter sonhos e pensamentos pretos, rosas, verdes e azuis, dependendo do travesseiro que eu escolhesse.
Algumas vezes, as obras viravam salas de estar ou de visitas, onde eu convidava meus amigos a ficar um pouco, conversar da vida ou só deitar no interior da grande pedra projetada sobre nós, só ser, só ficar sendo pedra no coração sensível do quartzo.
E quando precisava de solidão ou de espera, Amélia construiu para mim um deserto. Um conjunto de grandes pedras, cinzas e marrons refletidas e multiplicadas infinitamente em folhas de metal, mas apenas a quem se deixasse sentar e ficar.
As obras de Amélia criam universos paralelos, bolhas, espaços de estar e de contemplar. Elas exigem que o observador/participante/obra entregue-se ao tempo difuso da contemplação, um tempo mais diluído e amorfo que o tempo da rotina e do relógio.
Mas esse tempo de contemplação não se refere ao contemplar dos dotes e qualidades da artista, mas sim uma contemplação daquele que se insere na obra, que se aventura nos intrincamentos de ser pedra. Corresponde quase ao tempo lúdico da criança que brinca sozinha no parque de areia, ou no quintal de casa, inventando tudo, voltada apenas para seu próprio mundo.
Comparo o posicionamento que Amélia Toledo assume em relação a suas obras, ao posicionamento do Ator Invisível conceituado por Yoshi Oida. Ele fala que o ator visível aponta para a lua e os espectadores dizem:“Ó! Como é belo seu gesto de apontar para a lua!”, mas que quando o ator invisível aponta para a lua, todos os espectadores poderão falar: “Ó! A Lua!”, sem se quer darem conta da presença do ator.
Amélia Toledo com seu trabalho aponta para nós. E o que vemos é a nós mesmos.

Nathália Forte

18 de maio de 2010

Thursday, April 08, 2010

Tuesday, March 16, 2010

Problem (Si)

"you are my problem again
I got your secrets on me
You do not live in my heart
What do you expect from me

I do not expect you in the dark
Not want you in my life

I know where is my mind
I do not teach and do not try to be me

You are always the problem
Returning always to be here
You do not live in my heart
What do you expect from me"

tradução

você é meu problema de novo
E eu tenho seus segredos em mim
Você não mora no meu coração
O que você esperava de mim

Não espero você no escuro
Nem te quero em minha vida

Eu sei onde está minha mente
Não me ensine e não tente estar em mim

Você sempre é o problema
Voltando sempre a estar aqui
Você não mora no meu coração
O que você esperava de mim

Friday, March 12, 2010

Senhoras e senhores. Isso é um manifesto.



A intenção deste é deichar claro que possuo alguams convicções:
primeiro de tudo, acredito que a verdade é relativa, mas que em algum lugar exite uma que não é. Ao contrário de muitos alquimistas= cientistas, acredito que essa verdade não é moldada por nossa racionalidade, muito pelo contrário, ela é moldada pela nossa irracionalidade.
Acredito piamente que somos animais como qualquer um dos outros animais, e que como tal, diante da criação supremamente inexplicavel não temos direito algum sobre os outros.
Acredito que somos parte menor de uma coisa maior que é a parte menor de outra coisa maior ainda e assim sucessivamente, até o local onde possa, quem sabe, encontrar a tal verdade que não é relativa (caso, é claro ela realmente exista, o que não é fato.)
Acredito que nossa racionalização nos põe no topo da cadeia alimentar e de exploração dos recursos do sistema vivo ao qual pertencemos. Mas tb acredito que tal racionalidade nos afasta das conexões com o sistema de vida ao nosso redor (o planeta e todo o resto) e que tais conexões já existiram em algum lugar do passado primitivo de nossa espécie, em algum momento fomos animais capazes de sentir a eminencia de uma tempestade ou terremoto, assim como elefantes, cavalos e cães podem fazer ainda hoje.
Estar conectado ao todo é está conectado a si mesmo.
A medida que a racionalidade nos desconecta perdemos a capacidade de pertencer a esse planeta.
Minha tese é que a espécie está se suicidando, e esgotar os recursos do sistema em que vivemos é inviabilizar nossa própria existência.
Penso que o planeta tenta sobreviver e nos mata como pode. Somos demais. Carrapatos demais podem sugar o sangue de um cachorro até ele ficar fraco e morrer.
Nós fazemos isso.
Nós incomodamos o cão que morde e coça para alívio de suas dores.
No fim, sem conexão, sem sistema, nossa racionalidade não só não fara mais sentido como não mais existirá. A racionálidade, assim como tudo, é incapaz de escapar da morte.
Podemos exemplificar a palavra como um dos maiores trunfos e simbolos do sucesso da racionalidade. Sem conexões as palavras não se propagam e morrem, ou pior, simplesmente se perdem.
A racionalidade vai ter que sacrificar um pouco de si para preservar a essência de sua existência.
Acho que cães, gatos, patos e ornitorrincos não constroem prédios, sapatos e ferraris por quê são espécies infriores, e sim por quê eles não precisam dessas coisas.
Nõs inventamos nossas próprias necessidades, e vamos ter que destruir algumas para poder sobreviver.
Se então o fim chegar, eu, no momento da morte, esse que nos leva irremediavelmente de volta a conexão, prometo, irracionalmente me debater e chorar, com a mesma dignidade do peixe que morre na rede sem ar.

Wednesday, March 10, 2010

se vc eh contra ou a favor da diminuição da maioridade penal, e pq???
Violet diz:
hun
acho q não tenho uma idéia formada ainda
acho q o sistema q existe hoje não é exatamente ruim, o problema é q ele não é efetuado
não sei s punir as crianças como adultos vai fazer elas serem mais crianças como deveriam ser
os jovens criminosso tb são filhos
são filhos d um contexto maior
[b][c=4]*Black StarK*[/c] "...kauneus paranee, voit kauneus tappaa..."[/b] {Trabalho de comunicação e expressão... ¬¬'} diz:
mas jovens de 16 anos que queimam mendigos saum soh crianças que estão brincando sem saber o q estão fazendo???
Violet diz:
s a sociedade está pagando pelos crimes das crianças é pq nosso sistema social favorece isso
não estou dizendo isso
estou dizendo q encher a cadeia d menino não resolve
o q tem q resolver sim é o q faz jovens de 16 anos acharem q queimar mendigos é uma brincadeira
alguém ou algo os criou assim
pra mim é um problema de base cultural e educacional
simplismente jogar as pessoas na cadeia ou matá-las não resolve o probleam
mas entendo q a questão é profunda e q os atos não podem simplesmente ficar impunes
por isso digo q não enho opinião concreta
só acho q simplesmente diminuir a maioridade penal não resolve
talvez só piore
ja pensou
os cabeças dos crimes vão começar a usar crianças cada vez menores
um jovem q entra na cadeia mais cedo sai mais cedo
nossas cadeias são um verdadeiro internato do crime
[b][c=4]*Black StarK*[/c] "...kauneus paranee, voit kauneus tappaa..."[/b] {Trabalho de comunicação e expressão... ¬¬'} diz:
hmmm...
Violet diz:
os caras vão sair d lá maiorais, formados
[b][c=4]*Black StarK*[/c] "...kauneus paranee, voit kauneus tappaa..."[/b] {Trabalho de comunicação e expressão... ¬¬'} diz:
facu de crimes...
xD~~~
Violet diz:
pois é
sabe, talvez dependesse do crime e do contexto dele
acho q filhos d papai q tocam fogo em bandidos deviam ir pra uma instituição fazer tratamento
e os pais ficarem presos o resto da vida
mas eu m preocupo é com as crianças do morro, os meninos viciados em crack
conheço muitos aqui perto d casa
semana passada morreu um d 13
overdose
[b][c=4]*Black StarK*[/c] "...kauneus paranee, voit kauneus tappaa..."[/b] {Trabalho de comunicação e expressão... ¬¬'} diz:
._.
Violet diz:
ele roubava pra sustentar o vicio
será q ele é mesmo o criminoso nessa história...
o traficante q vende ou fornece pra eles é adulto e não está preso
jogar essa criança na cadeia poderia evitar q ela assaltasse ou num desses assaltos matasse alguém
mas não salvaria a vida dela nem de mais nenhum desses meninos
eles não tem perspectiva
pense bem
os pais deles devem ter sido pais quando ainda eram crianças
muitos já eram viciados ou já estavam envolvidos com o crime
os amigos próximos morrem antes dos dezoito
que perspectiva s tem...
quando muleque é preso o medo não é da cadeia
é da surra da policia
e eu já falei demais
[b][c=4]*Black StarK*[/c] "...kauneus paranee, voit kauneus tappaa..."[/b] {Trabalho de comunicação e expressão... ¬¬'} diz:
xD~~~
mas eu li tudinho...
e de certo modo ateh concordo contigo...
e sinceramente eu tbm naum acho q a diminuição resolveria...
mas como tenho q fazer um trabalho e tava faltando eu fiz dizendo q sow a favor...
Violet diz:
e vc só podia ser contra ou a favor...
[b][c=4]*Black StarK*[/c] "...kauneus paranee, voit kauneus tappaa..."[/b] {Trabalho de comunicação e expressão... ¬¬'} diz:
mas acredito que a unica coisa que poderia melhorar o país, eh o cumprimento da lei...
Violet diz:
acho q só a consciencia e a reeducaçao resolveria isso
pessoas criadas em condições idais em conexão real com suas necessidades e de sua comunidade nem precisariam de leis
mas é claro isso é tão distante quanto o pais d Nárnia
bom, d qualquer forma o q eu vejo é q tudo isso faz parte de um processo natural de diminuição da nossa espécie
acho q o contexo do ecossistema em q vivemos necessita de uma redução de seres humanos
e q esse caos interno em nossas sociedades tem haver com isso
além dos terremots, tsunames e aquecimento global é claro
é tudo um processo de desconectividade
[b][c=4]*Black StarK*[/c] "...kauneus paranee, voit kauneus tappaa..."[/b] {Trabalho de comunicação e expressão... ¬¬'} diz:
hmmm...
aiai... tow morrendo d sono...
mas os trabalhos saum pra amanhã...
>.<
pra primeira aula ainda...
T.T
Violet diz:
nossa cultura racional nos levou ao topo da cadeia alimentar do planeta, mas nos distanciou de nossa conexão com o todo do ecossistema. Elefantes, cavalos, cães e outros animais são capazes de sentir e fugir de catastrofes naturais antes q elas aconteçam, eles conseguem sentir a mudança do todo. Nõs não
acredito q como animais, em algum lugar do passado também tivemos tais conexões e as perdemos no processo racional
agora esse processo nos desliga das conexões de nossa própria sociedade, as conexões que chamamos de ética e valores que serviam para nos manter unidos e coesos em sociedade
agora até essa conexão está sendo evidentemente perdida
não só perdemos a noção do que é ser um ser vivo, agora estamos perdendo a conexão do que é ser humano
e vai fazer os trabalhos s não voi ficar escrevendo até amanhã
[b][c=4]*Black StarK*[/c] "...kauneus paranee, voit kauneus tappaa..."[/b] {Trabalho de comunicação e expressão... ¬¬'} diz:
xD
Violet diz:
[b][c=4]*Black StarK*[/c] "...kauneus paranee, voit kauneus tappaa..."[/b] {Trabalho de comunicação e expressão... ¬¬'} diz:
percebi...
shaishiauhsaiuhsiuahsuiashiusahiuahsiauhsiauhsaiuh...
mas vlw...
^^

Monday, January 11, 2010



Não acredito na vida, e ao dizer isso vou contra minhas convicções e crenças.
Eu só acredito na morte, por quê a morte existe e todo mundo vê.
Não há como não sentir a morte, não há como não vê-la, não conhecê-la.
A morte permite que as coisas vivam.
Estrelas vivem para morrer e morrem para virar buracos negros.
A morte transforma.
Como viver faz parte do cotidiano e acaba sendo absorvido por ele, morrer, ou ver a morte, ou presencia-la ou senti-la faz as pessoas lembrarem que estão vivas e que os dias um dia acabam ou se transformam.
Eu estou morrendo agora. E me agarro a cada pedacinho de passado, rancor, medo, duvida ou qualquer outra coisa que habite no meu coração como se tais coisas fossem minha vida.
O coração negro do buraco de vácuo na gálixia, deichado pela morte da estrela faz tudo desaparecer mas não destrói nada. A morte não destrói nada. Ela faz as coisas viverem de outro geito, em outro lugar ou forma que não conhecemos.
Desconhecidas como o interior do buraco negro.

Monday, November 02, 2009

dia a dia

Dias e dias
o tempo passa sobre mim como o vento
e sinto você chegar
HOje a tarde já vai alta
Um fim de tarde
Vermelho e ouro
vejo você passar
Passar distante
olhos de raio-x
passos de manada
Onde você está?

E quieta me deicho ficar
Pois ficando eu sei
Que onde eu for
Você não vai estar.

Thursday, October 29, 2009

Depois


Eu espero pelo dia de amanhã sentada na sala de jantar
Espero pelo dia de amanhã como se ele pudesse me salvar
De mim, de minha inércia
da pedra amarrada a meu pé que afunda no nada do meio dia
dia a dia
a espera do dia de amanhã
que é a manhã de amanhã
que virá e virá
Que trará a mudança, o impeto, a vida
Que me salvará
Da espera
Do dia de amanhã

Sunday, October 18, 2009

Ponyo no Brasil!!!

Cartaz ada animação Ponyo

"Quem gosta de animação japonesa com certeza conhece ‘A viagem de Chihiro’ (Sen to Chihiro no kamikakushi , Japão, 2001). Para termos uma idéia do seu sucesso, foi o primeiro longa de animação a ganhar um Urso de Ouro do Festival de de Berlim, ou seja, um ganhou o prêmio máximo do festival. De quebra ganhou também o Oscar de melhor animação.

Pois do mesmo criador dessa aventura, foi lançado nos cinemas do Japão em agosto do ano passado, a animação ‘Ponyo on the cliff by the sea‘ (Gake no ue no Ponyo, Japão 2008), ainda sem tradução para o português, mas numa tradução livre seria algo como ‘Ponyo no alto do penhasco a beira-mar’.

O japonês Hayao Miyazaki é o responsável pela adaptação da fábula chinesa Wo Diushile Wode Xiaonanhai, e produziu tudo a mão, em seu estúdio Ghibli. São 170.000 desenhados e pintados em aquarela. Coisa rara na era do computador.

A princesa Ponyo é uma menina-sereia dourada que após conhecer um garoto de 5 anos chamado Sosuke, sonha em se tornar humana. A história é comovente segundo alguns que assistiram. No Japão faturou 10 bilhões de ienes (aproximadamente 190 bilhões de reais).

Após um ano, a versão ocidental finalmente chegou aos Estados Unidos no último dia 14 de agosto, pela Walt Studios."

retirado de issamu.com

Saturday, August 29, 2009

Wakare no Yokan


Wakare no Yokan

Teresa Teng

Nakidashite shimai sou, itai hodo suki dakara
Doko e mo ikanaide, iki o tomete soba ni ite
Karada kara kono kokoro, toridashite kureru nara
Anata ni misetai no, kono mune no omoi o

...Oshiete, kanashikunaru sono wake
Anata ni furete ite mo
Shinjiru koto sore dake dakara
Umi yori mo, mada fukaku
Sora yori mo, mada aoku

Anata o...kore ijou..., ai suru nante
Watashi ni wa, dekinai...

Mou sukoshi kirei nara, shinpai wa, shinai kedo
Watashi no koto dake o, mitsumete ite hoshii kara
Kanashisa to hiki kae ni, kono inochi dekiru nara
Watashi no jinsei ni, anata shika iranai

...Oshiete, ikiru koto no subete o
Anata no iu ga mama ni
tsuiteku koto, sore dake dakara
Umi yori mo, mada fukaku
Sora yori mo, mada aoku

Anata o...kore ijou..., ai suru nante
Watashi ni wa, dekinai...
Anata o...kore ijou..., ai suru nante
Watashi ni wa, dekinai...



quero eu mesma traduzir essa....

Tuesday, August 25, 2009

TENHO UMA PEDRA NA BOCA DO ESTÔMAGO...

... e afundo rio a dentro em direção ao mar profundo e desconhecido.

Não estou bem hoje.
As canções são engolidas junto com a voz de volta para os pulmões que soam cheios dágua.
Eu sou feita de água, pedaço de mar, vagando sozinho sem encontrar o seu todo.
Todo.
A água é que faz de nós um todo. E seu movimento, seu fluir que nos faz andar/nadar.
Em direção ao mar, em direção ao todo.
Eu estou perdida, deslocada do meu todo, sem saída, perdendo aqui meu tempo tendo pena de mim, enquanto o mar gigante e infinito me espera e venera meu lugar amorfo e vazio.

O todo é tolo e só sabe existir.
Não pensa e nem clama por dias melhores nem mudanças afins. O todo é oco e cheio de vazio. Mas ele existe, e está e toda parte menos em mim, que só é lembrado pelo peso incomodo na boca do meu estômago, um peso sem, nem começo.
Ele também não está no peito dos inconformados, dos desencontrados e dos buscadores, todos como eu vagando com a pedra no estômago, buscando e lutando contra o fundo do seu rio que nos carregue para o todo que é mar. Somos muitos, cada vez mais.
O o todo, que existe, mas não pensa que existe nem que pensa, sabe muito mais, do oco que é viver em paz no todo que não se encontra pelo tolo que quer mais.

Arte

Viamos, lá onde eu trabalho, as fotos de um novo artista de vanguarda.
Nas imagens ele subistituia a própria lingua por uma de porco, em outras enrroscava a própria cabeça em tecido florido.
Meus colegas disseram , como já ouvi muitas vezes, que isso não é arte, que um menino de 3 anos pode fazer isso.
Mesmo não sendo muito fan desse artísta específico, coloquei que sim, uma criança faz isso, e que qualquer criança é mais artísta que nós.
Eu sou artista. Eu faço arte. Você também faz.
E apesar de me orgulhar de meu trabalho e estar , percebi que a palavra ARTE ERA GRANDE DEMAIS PRA CABER NA MINHA BOCA.

Ela é grande demais, cheia demais, não para o que eu faço, mas sim pela quantidade de informações que contêm nela.
No que eu faço a arte que eu busco paira como um deus, leve como um espírito sobre as coisas que penso e faço. É um conceito leve, levíssimo e muito sutil.
A tal palavra se tornou grande e pesada, ingessada por uma série de conceitos quase ancestrais e plastificados.
Arte.
Não sei se aguento essa palavra.

Sunday, August 23, 2009

Toki no Nagareni miwo Makasse Teresa Teng


Toki no nagare ni miwo makase (Teresa Teng)

Moshimo anata to aezuni itara
Watashi wa nani o shiteta deshouka
Heibon dakedo dareka o aishi
Futsuu no kurashi shitetta deshouka
Toki no nagare ni mi wo makase
Anata no ironi somerare
Ichido no jinsei soresae
Suteru kotomo kamawanai
Dakara onegai soba ni oitene
Ima wa anatashika aisenai

Moshimo anata ni kirawaretanara
Ashita to iu hi
Nakushiteshimau wa
Yakusoku nanka iranai keredo
Omoide dake jya ikite yukenai
Toki no nagare ni mi wo makase
Anata no mune ni yori soi
Kirei ni nareta soredakede
Inoti sae mo iranai wa
Dakara onegai soba ni oitene
Ima wa anata shika mienai no

Toki no nagare ni mi wo makase Anata no iro ni somerare Ichido no jinsei soresae Suteru koto mo kamawanai Dakara onegai soba ni oite ne Ima wa anata shika aisenai

*** Coloco minha vida na correnteza do tempo ***

Se eu não tivesse te encontrado
O que será que eu estaria fazendo hoje?
Será que teria uma vida monótona...
Amaria alguém...
E teria uma vida comum?

Coloco minha vida na correnteza do tempo
Quero me tingir com a sua cor
E nem me importo em jogar minha única vida
Por isso te peço
Fique perto de mim
Por que agora,é só você que amo

Se voce passar a me odiar
O dia de amanhã,não mais existirá
Não quero nenhuma promessa
Mas não posso viver
Somente de lembranças...

Coloco minha vida na correnteza do tempo
E te abraço..
E só pelo fato de ter ficado atraente
Já não me importo em continuar vivendo...
Por isso te peço
Fique perto de mim
Porque agora,é só você que
Consigo enxergar

Friday, August 14, 2009

Memória

Eu ouço meus paços ecoando na casa vazia.
Meus paços cansados das manhãs sempre arrastadas, sempre difíceis, naquele limite tênue entre esse mundo e o sonho.
No som dos meus paços moram os paços da minha avó em seus últimos anos, como eu em minhas manhãs, perdida entre esse mundo e o outro.
Ela vive nas pequenas coisas, na ancestralidade inerente, existente nas sutilezas, nos olhos baixos, no queixo curto, nos pequenos rancores, no arrastar dos pés.
Acho que minha avó arrastava os pés cansada do que pode ser e não foi (ela ou eu ?), e do trabalho interminável do amor dedicado aos 18 filhos e a inúmeros netos, bisnetos, orações... Eram os paços lentos esquecidos aos poucos na despedida, na visita incrédula dos antepassados no quintal, no portão, na mesa de jantar, no abraço vazio na madrinha morta a mais de 30 anos atrás... A realidade que ia levava o tempo e as preocupações, presentes apenas no arrastar dos paços.
Veio o sorriso fácil e a vida simples que se resumia a um único dia. Foi-se o relógio, os problemas dos filhos as penitências desnecessárias aos santos devotos. Chagaram as visitas diárias das filhas e dos netos, as tardes de dominó, os abraços finalmente sinceros.
Será que esse foi seu paraíso, o paraíso pelo qual rezou a vida inteira?
Rezava com uma credulidade asustadora, segurava os pés da santa como se tivesse o poder de conjurar sua presença, de animar a imagem a andar. E me disse uma vez que a via, de gesso ou não parada diante dela nas orações.

Monday, January 26, 2009

Como tratar um ilustrador com carinho

Como tratar um ilustrador com carinho
Primeiro: O ilustrador ilustra, isso é óbvio.



Mas outra função do ilustrador é resolver problemas. Além de ilustrar,
ele também é pago para pensar.

Assim, quando um anúncio é criado e um ilustrador é chamado para fazer
o trabalho, seria mais do que normal haver uma conversa entre ambas as
partes, explicar a situação e deixar na mão do ilustrador resolver o
pepino da melhor maneira possível.

Então se o ilustrador disser que existe uma maneira melhor de fazer o
que o diretor de arte pede, escute o homem! Ele trabalha com isso
todos os dias e pode dizer o que funciona ou não. Sem medo de machucar
o ego alheio, pode questionar isso. Faz parte do serviço de um bom
ilustrador. Senão o diretor de arte pode achar uma bosta e botar a
culpa na ilustração.




Segundo: Ilustrador não é máquina pra produzir material em série.
Apesar de todos os esforços da Apple e da Adobe, a ilustração ainda é
um produto artesanal. Então se o cliente pede 10 ilustrações, deve-se
pagar 10 ilustrações, e não 9, como os produtos da Polishop.

erceiro: Ilustrador não é diretor de arte. Ele pode até ser, mas
quando você contrata o ilustrador é para ele ilustrar. A agência tem
um diretor de arte para fazer - pasmem - direção de arte.
Então nem venham com referências de Image Bank e xerox de páginas de
livros de ilustração sem entregar um layout ou pelo menos um rafe ante
de fazer um trabalho. Referência não é layout.
Ilustradores ainda não sabem ler a mente. Passem informações claras purr favor.



Quarto: Evitem a péssima prática de mostrarem um tipo de ilustração
para fazer o orçamento e quando aprovado ele mudar radicalmente porque
"esqueceram" alguns detalhes que não eram pertinentes antes. O que era
um desenho de um porquinho sozinho não pode se transformar depois num
porquinho dentro do chiqueiro dentro de uma fazenda cheia de
bichinhos.
Desconfiem sempre quando alguém pedir uma ilustração "facinha" pra você fazer.

Quinto: Parem de arregalar os olhos quando receber nossos orçamentos.
O valor que vocês recebem não é pelo desenho, já disse isso nesse
tópico. Esse valor é pela hora trabalhada e pelo direito de uso da
imagem desse desenho. Vocês não acham caro o espaço de página dupla na
Veja, não reclamam dos valores dos aluguéis das fotos de Image Bank.
Então não achem caro um trabalho que vai ajudar o cliente a vender
mais, principalmente se o desenho for o elemento principal desse
trabalho, como uma embalagem infantil.

Sexto: Ilustrador tem o direito sim de cobrar mais caro por trabalho
de final de semana e pedido de urgência. É preciso parar com essa
idéia de que ilustrador não tem vida própria e nem tem descanso.



Sétimo: Parem com essa história de cobrar buyout logo de cara. Uma
coisa é a agência pedir isso porque o cliente exige. Aí dá pra gente
entrar num acordo. Outra coisa é quando isso é política da agência.
Buyout é ilegal, nada que um bom advogado não possa argumentar baseado
na lei. E sei por experiência própria que o buyout é pedido por
preguiça e comodidade.
Oras, você não aluga uma foto da Image Bank por um tempo determinado?
Por que com o trabalho de ilustrador não deveria ser diferente?

Oitavo: Pelamordedeus, se vai cobrar BV ou outro tipo de bonificação,
fale antes de fazer o orçamento.



Nono: Evitem de ameaçar ilustradores com esse tipo de atitutde dizendo
"todo mundo faz" ou "se você não quiser tem gente que quer" porque
hoje em dia os ilustradores têm um contato mais estreito entre eles.
Isso vale também para orçamentos feitos em massa com vários
ilustradores, principalmente entre editoras. A gente fica sabendo que
isso tá rolando, é feio.

Décimo: Paguem as ilustrações para layout e concorrência. Não peçam
trabalho de risco. Ilustradores têm família, têm contas a pagar e ele
vai dar pra você o que ele tem de mais valioso de graça: talento e
tempo. Na faixa nem Miss Brasil.

Décimo-primeiro: Assinem o contrato, purr favor. Que seja o meu ou o
seu, contanto que seja correto. Se nada for assinado, os direitos
voltam depois de um tempo pro ilustrador e não vão reclamar depois.

Obviamente nem todos art buyers e direitores de arte possuem essa
postura metálica e frígida. A grande maioria ainda trabalha
corretamente, ainda bem. Mas o número de profissionais que passa para
o "lado negro" aumenta a cada dia, transformando a vida de
ilustradores num pequeno inferno.

retirado de http://blog.hiro.art.br

Saturday, January 10, 2009

Hayao Miyazaki critica Taro Aso

Hayao Miyazaki critica Taro Aso
Escrito por Fernando C. Siqueira
25-Nov-2008

Hayao MiyazakiPrimeiro ministro, fã de mangás e cosplay, é fortemente criticado pelo renomado diretor e vencedor do Oscar.

Hayao Miyazaki, mundialmente conhecido diretor, desenhista e escritor, criticou o primeiro ministro do Japão, Taro Aso, pela sua afeição por mangás e disse que crianças deveriam experimentar mais experiências com a natureza que com video-games e TV.

Taro Aso é conhecido por ser fã de mangás e incentivar a cultura pop japonesa. Em 2007, criou o Prêmio Internacional de Mangá para mangakas (escritores/desenhistas de mangás) não japoneses. Também ficou conhecido no meio otaku por apoiar e patrocinar o World Cosplay Summit (Encontro Mundial de Cosplays) na época em que era Ministro de Relações Exteriores.

Miyazaki tinha sido perguntado sobre o que achava da atitude de Aso de apoiar abertamente a leitura de mangás, o que lhe tinha trazido popularidade entre os fãs de mangá e animes. Ele descreveu como "vergonhoso". E completou: "Isso é algo que deveria ser reservado à vida privada".

O diretor de 67 anos defende um retorno às origens, limitando o uso de computadores em seus filmes e dando ênfase aos desenhos feitos a mão, como em seu filme "A Viagem de Chihiro", que lhe rendeu um Oscar em 2003.

Taro Aso"O ambiente em que estão rodeadas nossas crianças está cheio de realidades virtuais: televisão, video-games, e-mail, celulares e mangás", Miyazaki afirmou. "Eu acho que isso enfraquece nossas crianças", ele afirma, ao mesmo tempo em que confirma que seu ponto de vista pode parecer paradoxal.

O famoso diretor e desenhista também é conhecido pelos seus filmes de animação "Meu Vizinho Totoro", "O Castelo Animado" e o mangá "Nausicaä do Vale do Vento", todos lançados no Brasil.

Miyazaki também falou de seus esforços em treinar uma nova geração de jovens animadores. Ele escolheu 20 jovens com os quais vai começar a trabalhar no próximo ano, em um estúdio de treinamento, longe de Tokyo.

Mas Miyazaki tem pouco a dizer de seu próprio filho. Goro Miyazaki, que publicamente já criticou seu pai, ganhou renome e popularidade com a animação "Tales of Earthsea", em 2006.

"É um problema difícil", Miyazaki afirmou quando perguntado sobre seu filho Goro. "Eu não vou favorecê-lo só porque ele é meu filho. Eu acho que ele vai experimentar tempos difíceis no futuro. Isso é tudo."

Sunday, December 14, 2008

Eu sei que meu amor
É imperfeito
Mas se ele deixar, vou lhe mostrar
O quanto também
Tenho defeito
Não é pra me gabar
Mas rio do que faço
Eu devia chorar
Eu sei o mal que fiz
Já está feito
Mas lhe pedi perdão, por ser assim
E o coração que
Tenho no peito
Não quer acreditar
Já nem estou mais aqui
Nem em qualquer lugar
Lá vai se embora meu mundo sem mim...
O que há de errado em ser tão errado assim?
Já vou saindo, não precisa empurrar...
Pois meu maior defeito é insistir
Que ele é perfeito,
Que é pura crueldade pedir pra ele mudar
Nem luz, nem espelho,
Nem olhos pra enxergar
Acho que sou alguém
Que nunca vai mudar
Lá vai se embora meu mundo sem mim...
O que há de errado em ser tão errado assim?
Já vou saindo, não precisa empurrar...
Pois meu maior defeito é insistir
Que ele é perfeito,
Que é pura crueldade pedir pra ele mudar

Pato Fu