Registro trivial das explorações diárias de uma exploradora casual
Saturday, October 16, 2010
fico sega feito coruja num dia sem fim
você me escapa entre os dedos como um homem de fumaça
e eu não vejo voce que reflete a mim
Voce é meu espelho mágico
minha visão de mim
preciso de você todos os dias
preciso do reflexo do meu rosto nos seus olhos
preciso de você para saber quem sou
Na sua voz eu tenho ouço meu caminho
nos nossos risos existe o presente
sem você não há aqui
nem ha caminho a seguir
nem ordem certa a existir
Eu me perco sem você aqui
eu perco meu eu sem você aqui
eu preciso dos seus olhos para me enxergar
eu preciso de você para ter um lugar
eu me perdi
Monday, September 27, 2010
Sunday, September 05, 2010
O MAR LEVOU
e de nada adiantou
prende-lo num cordão.
O Mar levou o meu olhar
meus olhos marejados
além da risca do meio a naufragar.
O Mar levou minha pegada
e para traz ninguém viu
a marca da minha chegada.
O Mar roubou o meu cantar
ficou preso numa concha
no meio do croatá.
Mandei no mar uma mensagem
num barquinho de papel
para que a sereia cuidasse
muito bem do meu anel
Disse a ela também
que combinaria bem
com aquele cordão
que trazia preso nele
meu pequeno coração
Disse pra Dona Sereia
que se achasse meu olhar
olhando bem dentro dele
poderia me encontrar
Pedi então para a Sereia
que se achasse meu cantar
cantasse junto com o dela
para ele se afinar
Terminei dizendo a ela
que devolvesse minha pegada
por que essa eu sei que ela
nunca vai poder usar
vai ser sempre meio peixe
nadando livre no mar.
Wednesday, August 25, 2010
O Mundo está lá fora?

O mundo está lá fora,
O mundo era uma árvore do lado de fora da janela;
A Lua é igualzinha ao mundo, um espelho da Terra
Eu vi o mundo pelos olhos de um cão,
que se fecharam ao tocar o mundo
Virou a espera interminável
de um dia que nunca veio
Eu vi o mundo no som da canção
Que sons tem o mundo?
Tem o arranhar dos galhos na janela
O tilintar dos vidros na cozinha
E vi que o mundo tremia em algum lugar
Que não era o meu
E que morria um mundo que havia além do mundo
Eu vi um mundo sem espelho;
E recebi mensagens do espelho do mundo
Vi o mundo que nascia;
E ia... ia....
Gira... gira... mundo
Nas voltas da motoca no salão vazio
Sobe e desce e volta o mundo
No range, range do balanço
No mastigar das primeiras palavras
No tesouro escondido na caverna da escada
Onde se esconde o mundo?
Thursday, June 24, 2010
Human Nature Michael Jackson Composição: Steve Porcaro / John Bettis

Looking out across the night-time
The city winks a sleepless eye
Hear her voice shake my window
Sweet seducing sighs
Get me out into the night-time
Four walls won't hold me tonight
If this town is just an apple
Then let me take a bite
If they say: Why, why?
Tell 'em that it's human nature
Why, why does he do me that way?
If they say: Why, why?
Tell 'em that it's human nature
Why, why does he do me that way?
Reaching out to touch a stranger
Electric eyes are everywhere
See that girl, she knows I'm watching
She likes the way I stare
If they say: Why, why?
Tell 'em that it's human nature
Why, why does he do me that way?
If they say: Why, why?
Tell 'em that it's human nature
Why, why does he do me that way?
I like living this way
I like loving this way
Looking out across the morning
Where the city's heart begins to beat
Reaching out, I touch her shoulder
I'm dreaming of the street
If they say: Why, why?
Tell 'em that it's human nature
Why, why does he do me that way?
If they say: Why, why?
Oh! Tell 'em...
Why, why does he do me that way?
If they say: Why, why?
Cha, cha, cha
Why, why does he do me that way?
If they say: Why, why?
Oh! Tell 'em?
Why, why does he do me that way?
If they say: Why, why?
Oh! Tell 'em?
Why, why does he do me that way?
If they say: Why, why?
Da, da, da
Why, why does he do me that way?
I like living this way
Sunday, June 20, 2010
Distante

A distancia criou um lugar para nós dois
o espaço que nos separa é nosso lar e território
é o lugar das nossas saudades, do nosso afeto lembrado nas coisas que estão
é o lugar do nosso amor.
A distância que nos separa gerou um elo impossível de ser visto de perto.
O amor parece não enxergar bem de perto.
Eu não me sinto em casa nem aqui nem ai.
Meu lar se faz no lugar entre nós.
É lá que existimos numa bolha do presente.
É lá que podemos existir no agora.
Lá é o nosso aqui.
E parece que a esperança é mesmo esperar.
Mas eu não espero.
Eu estou.
E estamos.
E somos.
No nosso lugar.
Lugar que a distância criou para a existência de nós dois.
Tuesday, May 18, 2010
SOBRE AS PEDRAS QUE AMÉLIA TOLEDO PÔS NO MEU CAMINHO
Visitei a exposição com obras de Amélia Toledo em 2007 no MAC (Museu de Arte Contemporânea do Centro Dragão do Mar). Estava passando por um processo de transformação pessoal no período, saindo de um momento particularmente doloroso emocionalmente quando visitei essa exposição. Cito essas questões pois acredito que parte de minha visualização das obras nasceu deste contexto particular.
Fui várias vezes a exposição, por quê, a meu ver, Amélia havia criado para mim um espaço para pensar. Eu não ia a exposição ver a obra, eu ia a exposição estar na obra.
Ao chegar,primeiramente eu cumprimentava as grandes pedras de quartzo com um abraço. Em seguida, deitava minha cabeça nos frios travesseiros de pedra, onde eu podia ter sonhos e pensamentos pretos, rosas, verdes e azuis, dependendo do travesseiro que eu escolhesse.
Algumas vezes, as obras viravam salas de estar ou de visitas, onde eu convidava meus amigos a ficar um pouco, conversar da vida ou só deitar no interior da grande pedra projetada sobre nós, só ser, só ficar sendo pedra no coração sensível do quartzo.
E quando precisava de solidão ou de espera, Amélia construiu para mim um deserto. Um conjunto de grandes pedras, cinzas e marrons refletidas e multiplicadas infinitamente em folhas de metal, mas apenas a quem se deixasse sentar e ficar.
As obras de Amélia criam universos paralelos, bolhas, espaços de estar e de contemplar. Elas exigem que o observador/participante/obra entregue-se ao tempo difuso da contemplação, um tempo mais diluído e amorfo que o tempo da rotina e do relógio.
Mas esse tempo de contemplação não se refere ao contemplar dos dotes e qualidades da artista, mas sim uma contemplação daquele que se insere na obra, que se aventura nos intrincamentos de ser pedra. Corresponde quase ao tempo lúdico da criança que brinca sozinha no parque de areia, ou no quintal de casa, inventando tudo, voltada apenas para seu próprio mundo.
Comparo o posicionamento que Amélia Toledo assume em relação a suas obras, ao posicionamento do Ator Invisível conceituado por Yoshi Oida. Ele fala que o ator visível aponta para a lua e os espectadores dizem:“Ó! Como é belo seu gesto de apontar para a lua!”, mas que quando o ator invisível aponta para a lua, todos os espectadores poderão falar: “Ó! A Lua!”, sem se quer darem conta da presença do ator.
Amélia Toledo com seu trabalho aponta para nós. E o que vemos é a nós mesmos.
Nathália Forte
18 de maio de 2010
Thursday, April 08, 2010
Tuesday, March 16, 2010
Problem (Si)
I got your secrets on me
You do not live in my heart
What do you expect from me
I do not expect you in the dark
Not want you in my life
I know where is my mind
I do not teach and do not try to be me
You are always the problem
Returning always to be here
You do not live in my heart
What do you expect from me"
tradução
você é meu problema de novo
E eu tenho seus segredos em mim
Você não mora no meu coração
O que você esperava de mim
Não espero você no escuro
Nem te quero em minha vida
Eu sei onde está minha mente
Não me ensine e não tente estar em mim
Você sempre é o problema
Voltando sempre a estar aqui
Você não mora no meu coração
O que você esperava de mim
Friday, March 12, 2010
Senhoras e senhores. Isso é um manifesto.

A intenção deste é deichar claro que possuo alguams convicções:
primeiro de tudo, acredito que a verdade é relativa, mas que em algum lugar exite uma que não é. Ao contrário de muitos alquimistas= cientistas, acredito que essa verdade não é moldada por nossa racionalidade, muito pelo contrário, ela é moldada pela nossa irracionalidade.
Acredito piamente que somos animais como qualquer um dos outros animais, e que como tal, diante da criação supremamente inexplicavel não temos direito algum sobre os outros.
Acredito que somos parte menor de uma coisa maior que é a parte menor de outra coisa maior ainda e assim sucessivamente, até o local onde possa, quem sabe, encontrar a tal verdade que não é relativa (caso, é claro ela realmente exista, o que não é fato.)
Acredito que nossa racionalização nos põe no topo da cadeia alimentar e de exploração dos recursos do sistema vivo ao qual pertencemos. Mas tb acredito que tal racionalidade nos afasta das conexões com o sistema de vida ao nosso redor (o planeta e todo o resto) e que tais conexões já existiram em algum lugar do passado primitivo de nossa espécie, em algum momento fomos animais capazes de sentir a eminencia de uma tempestade ou terremoto, assim como elefantes, cavalos e cães podem fazer ainda hoje.
Estar conectado ao todo é está conectado a si mesmo.
A medida que a racionalidade nos desconecta perdemos a capacidade de pertencer a esse planeta.
Minha tese é que a espécie está se suicidando, e esgotar os recursos do sistema em que vivemos é inviabilizar nossa própria existência.
Penso que o planeta tenta sobreviver e nos mata como pode. Somos demais. Carrapatos demais podem sugar o sangue de um cachorro até ele ficar fraco e morrer.
Nós fazemos isso.
Nós incomodamos o cão que morde e coça para alívio de suas dores.
No fim, sem conexão, sem sistema, nossa racionalidade não só não fara mais sentido como não mais existirá. A racionálidade, assim como tudo, é incapaz de escapar da morte.
Podemos exemplificar a palavra como um dos maiores trunfos e simbolos do sucesso da racionalidade. Sem conexões as palavras não se propagam e morrem, ou pior, simplesmente se perdem.
A racionalidade vai ter que sacrificar um pouco de si para preservar a essência de sua existência.
Acho que cães, gatos, patos e ornitorrincos não constroem prédios, sapatos e ferraris por quê são espécies infriores, e sim por quê eles não precisam dessas coisas.
Nõs inventamos nossas próprias necessidades, e vamos ter que destruir algumas para poder sobreviver.
Se então o fim chegar, eu, no momento da morte, esse que nos leva irremediavelmente de volta a conexão, prometo, irracionalmente me debater e chorar, com a mesma dignidade do peixe que morre na rede sem ar.
Wednesday, March 10, 2010
Violet diz:
hun
acho q não tenho uma idéia formada ainda
acho q o sistema q existe hoje não é exatamente ruim, o problema é q ele não é efetuado
não sei s punir as crianças como adultos vai fazer elas serem mais crianças como deveriam ser
os jovens criminosso tb são filhos
são filhos d um contexto maior
[b][c=4]*Black StarK*[/c] "...kauneus paranee, voit kauneus tappaa..."[/b] {Trabalho de comunicação e expressão... ¬¬'} diz:
mas jovens de 16 anos que queimam mendigos saum soh crianças que estão brincando sem saber o q estão fazendo???
Violet diz:
s a sociedade está pagando pelos crimes das crianças é pq nosso sistema social favorece isso
não estou dizendo isso
estou dizendo q encher a cadeia d menino não resolve
o q tem q resolver sim é o q faz jovens de 16 anos acharem q queimar mendigos é uma brincadeira
alguém ou algo os criou assim
pra mim é um problema de base cultural e educacional
simplismente jogar as pessoas na cadeia ou matá-las não resolve o probleam
mas entendo q a questão é profunda e q os atos não podem simplesmente ficar impunes
por isso digo q não enho opinião concreta
só acho q simplesmente diminuir a maioridade penal não resolve
talvez só piore
ja pensou
os cabeças dos crimes vão começar a usar crianças cada vez menores
um jovem q entra na cadeia mais cedo sai mais cedo
nossas cadeias são um verdadeiro internato do crime
[b][c=4]*Black StarK*[/c] "...kauneus paranee, voit kauneus tappaa..."[/b] {Trabalho de comunicação e expressão... ¬¬'} diz:
hmmm...
Violet diz:
os caras vão sair d lá maiorais, formados
[b][c=4]*Black StarK*[/c] "...kauneus paranee, voit kauneus tappaa..."[/b] {Trabalho de comunicação e expressão... ¬¬'} diz:
facu de crimes...
xD~~~
Violet diz:
pois é
sabe, talvez dependesse do crime e do contexto dele
acho q filhos d papai q tocam fogo em bandidos deviam ir pra uma instituição fazer tratamento
e os pais ficarem presos o resto da vida
mas eu m preocupo é com as crianças do morro, os meninos viciados em crack
conheço muitos aqui perto d casa
semana passada morreu um d 13
overdose
[b][c=4]*Black StarK*[/c] "...kauneus paranee, voit kauneus tappaa..."[/b] {Trabalho de comunicação e expressão... ¬¬'} diz:
._.
Violet diz:
ele roubava pra sustentar o vicio
será q ele é mesmo o criminoso nessa história...
o traficante q vende ou fornece pra eles é adulto e não está preso
jogar essa criança na cadeia poderia evitar q ela assaltasse ou num desses assaltos matasse alguém
mas não salvaria a vida dela nem de mais nenhum desses meninos
eles não tem perspectiva
pense bem
os pais deles devem ter sido pais quando ainda eram crianças
muitos já eram viciados ou já estavam envolvidos com o crime
os amigos próximos morrem antes dos dezoito
que perspectiva s tem...
quando muleque é preso o medo não é da cadeia
é da surra da policia
e eu já falei demais
[b][c=4]*Black StarK*[/c] "...kauneus paranee, voit kauneus tappaa..."[/b] {Trabalho de comunicação e expressão... ¬¬'} diz:
xD~~~
mas eu li tudinho...
e de certo modo ateh concordo contigo...
e sinceramente eu tbm naum acho q a diminuição resolveria...
mas como tenho q fazer um trabalho e tava faltando eu fiz dizendo q sow a favor...
Violet diz:
e vc só podia ser contra ou a favor...
[b][c=4]*Black StarK*[/c] "...kauneus paranee, voit kauneus tappaa..."[/b] {Trabalho de comunicação e expressão... ¬¬'} diz:
mas acredito que a unica coisa que poderia melhorar o país, eh o cumprimento da lei...
Violet diz:
acho q só a consciencia e a reeducaçao resolveria isso
pessoas criadas em condições idais em conexão real com suas necessidades e de sua comunidade nem precisariam de leis
mas é claro isso é tão distante quanto o pais d Nárnia
bom, d qualquer forma o q eu vejo é q tudo isso faz parte de um processo natural de diminuição da nossa espécie
acho q o contexo do ecossistema em q vivemos necessita de uma redução de seres humanos
e q esse caos interno em nossas sociedades tem haver com isso
além dos terremots, tsunames e aquecimento global é claro
é tudo um processo de desconectividade
[b][c=4]*Black StarK*[/c] "...kauneus paranee, voit kauneus tappaa..."[/b] {Trabalho de comunicação e expressão... ¬¬'} diz:
hmmm...
aiai... tow morrendo d sono...
mas os trabalhos saum pra amanhã...
>.<
pra primeira aula ainda...
T.T
Violet diz:
nossa cultura racional nos levou ao topo da cadeia alimentar do planeta, mas nos distanciou de nossa conexão com o todo do ecossistema. Elefantes, cavalos, cães e outros animais são capazes de sentir e fugir de catastrofes naturais antes q elas aconteçam, eles conseguem sentir a mudança do todo. Nõs não
acredito q como animais, em algum lugar do passado também tivemos tais conexões e as perdemos no processo racional
agora esse processo nos desliga das conexões de nossa própria sociedade, as conexões que chamamos de ética e valores que serviam para nos manter unidos e coesos em sociedade
agora até essa conexão está sendo evidentemente perdida
não só perdemos a noção do que é ser um ser vivo, agora estamos perdendo a conexão do que é ser humano
e vai fazer os trabalhos s não voi ficar escrevendo até amanhã
[b][c=4]*Black StarK*[/c] "...kauneus paranee, voit kauneus tappaa..."[/b] {Trabalho de comunicação e expressão... ¬¬'} diz:
xD
Violet diz:
[b][c=4]*Black StarK*[/c] "...kauneus paranee, voit kauneus tappaa..."[/b] {Trabalho de comunicação e expressão... ¬¬'} diz:
percebi...
shaishiauhsaiuhsiuahsuiashiusahiuahsiauhsiauhsaiuh...
mas vlw...
^^
Monday, January 11, 2010
Não acredito na vida, e ao dizer isso vou contra minhas convicções e crenças.
Eu só acredito na morte, por quê a morte existe e todo mundo vê.
Não há como não sentir a morte, não há como não vê-la, não conhecê-la.
A morte permite que as coisas vivam.
Estrelas vivem para morrer e morrem para virar buracos negros.
A morte transforma.
Como viver faz parte do cotidiano e acaba sendo absorvido por ele, morrer, ou ver a morte, ou presencia-la ou senti-la faz as pessoas lembrarem que estão vivas e que os dias um dia acabam ou se transformam.
Eu estou morrendo agora. E me agarro a cada pedacinho de passado, rancor, medo, duvida ou qualquer outra coisa que habite no meu coração como se tais coisas fossem minha vida.
O coração negro do buraco de vácuo na gálixia, deichado pela morte da estrela faz tudo desaparecer mas não destrói nada. A morte não destrói nada. Ela faz as coisas viverem de outro geito, em outro lugar ou forma que não conhecemos.
Desconhecidas como o interior do buraco negro.
Monday, November 02, 2009
dia a dia
o tempo passa sobre mim como o vento
e sinto você chegar
HOje a tarde já vai alta
Um fim de tarde
Vermelho e ouro
vejo você passar
Passar distante
olhos de raio-x
passos de manada
Onde você está?
E quieta me deicho ficar
Pois ficando eu sei
Que onde eu for
Você não vai estar.
Thursday, October 29, 2009
Depois

Eu espero pelo dia de amanhã sentada na sala de jantar
Espero pelo dia de amanhã como se ele pudesse me salvar
De mim, de minha inércia
da pedra amarrada a meu pé que afunda no nada do meio dia
dia a dia
a espera do dia de amanhã
que é a manhã de amanhã
que virá e virá
Que trará a mudança, o impeto, a vida
Que me salvará
Da espera
Do dia de amanhã
Sunday, October 18, 2009
Ponyo no Brasil!!!
"Quem gosta de animação japonesa com certeza conhece ‘A viagem de Chihiro’ (Sen to Chihiro no kamikakushi , Japão, 2001). Para termos uma idéia do seu sucesso, foi o primeiro longa de animação a ganhar um Urso de Ouro do Festival de de Berlim, ou seja, um ganhou o prêmio máximo do festival. De quebra ganhou também o Oscar de melhor animação.
Pois do mesmo criador dessa aventura, foi lançado nos cinemas do Japão em agosto do ano passado, a animação ‘Ponyo on the cliff by the sea‘ (Gake no ue no Ponyo, Japão 2008), ainda sem tradução para o português, mas numa tradução livre seria algo como ‘Ponyo no alto do penhasco a beira-mar’.
O japonês Hayao Miyazaki é o responsável pela adaptação da fábula chinesa Wo Diushile Wode Xiaonanhai, e produziu tudo a mão, em seu estúdio Ghibli. São 170.000 desenhados e pintados em aquarela. Coisa rara na era do computador.
A princesa Ponyo é uma menina-sereia dourada que após conhecer um garoto de 5 anos chamado Sosuke, sonha em se tornar humana. A história é comovente segundo alguns que assistiram. No Japão faturou 10 bilhões de ienes (aproximadamente 190 bilhões de reais).
Após um ano, a versão ocidental finalmente chegou aos Estados Unidos no último dia 14 de agosto, pela Walt Studios."retirado de issamu.com
Saturday, August 29, 2009
Wakare no Yokan

Wakare no Yokan
Teresa Teng
Nakidashite shimai sou, itai hodo suki dakara
Doko e mo ikanaide, iki o tomete soba ni ite
Karada kara kono kokoro, toridashite kureru nara
Anata ni misetai no, kono mune no omoi o
...Oshiete, kanashikunaru sono wake
Anata ni furete ite mo
Shinjiru koto sore dake dakara
Umi yori mo, mada fukaku
Sora yori mo, mada aoku
Anata o...kore ijou..., ai suru nante
Watashi ni wa, dekinai...
Mou sukoshi kirei nara, shinpai wa, shinai kedo
Watashi no koto dake o, mitsumete ite hoshii kara
Kanashisa to hiki kae ni, kono inochi dekiru nara
Watashi no jinsei ni, anata shika iranai
...Oshiete, ikiru koto no subete o
Anata no iu ga mama ni
tsuiteku koto, sore dake dakara
Umi yori mo, mada fukaku
Sora yori mo, mada aoku
Anata o...kore ijou..., ai suru nante
Watashi ni wa, dekinai...
Anata o...kore ijou..., ai suru nante
Watashi ni wa, dekinai...
quero eu mesma traduzir essa....
Tuesday, August 25, 2009
TENHO UMA PEDRA NA BOCA DO ESTÔMAGO...
Não estou bem hoje.
As canções são engolidas junto com a voz de volta para os pulmões que soam cheios dágua.
Eu sou feita de água, pedaço de mar, vagando sozinho sem encontrar o seu todo.
Todo.
A água é que faz de nós um todo. E seu movimento, seu fluir que nos faz andar/nadar.
Em direção ao mar, em direção ao todo.
Eu estou perdida, deslocada do meu todo, sem saída, perdendo aqui meu tempo tendo pena de mim, enquanto o mar gigante e infinito me espera e venera meu lugar amorfo e vazio.
O todo é tolo e só sabe existir.
Não pensa e nem clama por dias melhores nem mudanças afins. O todo é oco e cheio de vazio. Mas ele existe, e está e toda parte menos em mim, que só é lembrado pelo peso incomodo na boca do meu estômago, um peso sem, nem começo.
Ele também não está no peito dos inconformados, dos desencontrados e dos buscadores, todos como eu vagando com a pedra no estômago, buscando e lutando contra o fundo do seu rio que nos carregue para o todo que é mar. Somos muitos, cada vez mais.
O o todo, que existe, mas não pensa que existe nem que pensa, sabe muito mais, do oco que é viver em paz no todo que não se encontra pelo tolo que quer mais.
Arte
Nas imagens ele subistituia a própria lingua por uma de porco, em outras enrroscava a própria cabeça em tecido florido.
Meus colegas disseram , como já ouvi muitas vezes, que isso não é arte, que um menino de 3 anos pode fazer isso.
Mesmo não sendo muito fan desse artísta específico, coloquei que sim, uma criança faz isso, e que qualquer criança é mais artísta que nós.
Eu sou artista. Eu faço arte. Você também faz.
E apesar de me orgulhar de meu trabalho e estar , percebi que a palavra ARTE ERA GRANDE DEMAIS PRA CABER NA MINHA BOCA.
Ela é grande demais, cheia demais, não para o que eu faço, mas sim pela quantidade de informações que contêm nela.
No que eu faço a arte que eu busco paira como um deus, leve como um espírito sobre as coisas que penso e faço. É um conceito leve, levíssimo e muito sutil.
A tal palavra se tornou grande e pesada, ingessada por uma série de conceitos quase ancestrais e plastificados.
Arte.
Não sei se aguento essa palavra.
Sunday, August 23, 2009
Toki no Nagareni miwo Makasse Teresa Teng

Toki no nagare ni miwo makase (Teresa Teng)
Moshimo anata to aezuni itara
Watashi wa nani o shiteta deshouka
Heibon dakedo dareka o aishi
Futsuu no kurashi shitetta deshouka
Toki no nagare ni mi wo makase
Anata no ironi somerare
Ichido no jinsei soresae
Suteru kotomo kamawanai
Dakara onegai soba ni oitene
Ima wa anatashika aisenai
Moshimo anata ni kirawaretanara
Ashita to iu hi
Nakushiteshimau wa
Yakusoku nanka iranai keredo
Omoide dake jya ikite yukenai
Toki no nagare ni mi wo makase
Anata no mune ni yori soi
Kirei ni nareta soredakede
Inoti sae mo iranai wa
Dakara onegai soba ni oitene
Ima wa anata shika mienai no
*** Coloco minha vida na correnteza do tempo ***
Se eu não tivesse te encontrado
O que será que eu estaria fazendo hoje?
Será que teria uma vida monótona...
Amaria alguém...
E teria uma vida comum?
Coloco minha vida na correnteza do tempo
Quero me tingir com a sua cor
E nem me importo em jogar minha única vida
Por isso te peço
Fique perto de mim
Por que agora,é só você que amo
Se voce passar a me odiar
O dia de amanhã,não mais existirá
Não quero nenhuma promessa
Mas não posso viver
Somente de lembranças...
Coloco minha vida na correnteza do tempo
E te abraço..
E só pelo fato de ter ficado atraente
Já não me importo em continuar vivendo...
Por isso te peço
Fique perto de mim
Porque agora,é só você que
Consigo enxergar
Friday, August 14, 2009
Memória
Meus paços cansados das manhãs sempre arrastadas, sempre difíceis, naquele limite tênue entre esse mundo e o sonho.
No som dos meus paços moram os paços da minha avó em seus últimos anos, como eu em minhas manhãs, perdida entre esse mundo e o outro.
Ela vive nas pequenas coisas, na ancestralidade inerente, existente nas sutilezas, nos olhos baixos, no queixo curto, nos pequenos rancores, no arrastar dos pés.
Acho que minha avó arrastava os pés cansada do que pode ser e não foi (ela ou eu ?), e do trabalho interminável do amor dedicado aos 18 filhos e a inúmeros netos, bisnetos, orações... Eram os paços lentos esquecidos aos poucos na despedida, na visita incrédula dos antepassados no quintal, no portão, na mesa de jantar, no abraço vazio na madrinha morta a mais de 30 anos atrás... A realidade que ia levava o tempo e as preocupações, presentes apenas no arrastar dos paços.
Veio o sorriso fácil e a vida simples que se resumia a um único dia. Foi-se o relógio, os problemas dos filhos as penitências desnecessárias aos santos devotos. Chagaram as visitas diárias das filhas e dos netos, as tardes de dominó, os abraços finalmente sinceros.
Será que esse foi seu paraíso, o paraíso pelo qual rezou a vida inteira?
Rezava com uma credulidade asustadora, segurava os pés da santa como se tivesse o poder de conjurar sua presença, de animar a imagem a andar. E me disse uma vez que a via, de gesso ou não parada diante dela nas orações.
