Monday, January 08, 2007

asas


Foi um segundo... dois talvez... naquela hora em que o sol e a lua se vêm e se despedem, em que um morre para o outro nascer... nada demais acontecia, uma conversa de trabalho a luz de um olofote, e o olho fixo no céu se perdeu, tudo se perdeu...
No escuro as costas formigavam, suas asas, antes esquecidas abriram-se e tocaram o mundo.
Perdeu-se não, encontrou-se e encontrou tudo.
Os olhos, viam, os ouvidos ligados, a carne parecia desprotegida de todas as peles, exposta...
sentia, sentia tudo, sentia o mundo inteiro das grandes massas de ar até os seresinhos mais ínfimos.
Exposta como na hora da morte. Sensível como um recém nascido.
Ouviu a voz do lado e concordou. O arrepio deichava-lhe aos poucos.

Decidiu não ser mais triste mas não se negar a sentir tristeza.

Graças aquele segundo.

Teria saído do casulo?

3 comments:

Audrey said...

me empresta esse segundinho?

hórus said...

Segundo bem significativo ein ?!
talvez tenha acordado de um sonho não tão bom... em que tudo ficou mais claro... tudo ficou mais intimamente significativo e deu pra enxergar algo além de onde estava.
Segundos raros... como tantos outros que a gente as vezes so percebe depois... até de certo engraçado e estranho... mais interessante por vir a parar o tempo.
Se saiu de um casulo? diga voce... pois tem mais por tras disto do que em meus olhos a se espremerem envoltos na expressão de curiosidade sobre. ¬¬
A onde voce esta?... e a onde estava?
releve essas duas perguntas...
se quiser... mas talvez elas fiquem comigo até adentrar por entre o reino de dois planos em comum e bem diferentes um do outro.

Anonymous said...

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